↑ Voltar para Pedagogia

Informações do Curso

ped oficialDireção: Profª. Dra. Maria de Fátima Viegas Josgrilbert

Coordenação: Profª. Ma. Emne Mourad Boufleur
Autorização do Curso: Dec. nº 93110 de 13/08/1986 
Reconhecimento do Curso: Port. Nº 717 de 21/12/1989
Renovação Rec. Port. SERES/MEC nº 286 de 21/12/2012
  
Resultados – ENADE 2012:
Conceito ENADE – 3
Índice IDD – 1,543172
Conceito IDD – 4
 

NOME DOS REPRESENTANTES DO COLEGIADO ELEITAS PARA O 2º SEMESTRE DE 2015 DO CURSO DE PEDAGOGIA (gestão 2015/2017)

Coordenadora Profª. Ma. Emne Mourad Boufleur

Professora Especialista Camila de Araújo Cabral Romeiro

Professora Especialista Denise Lopes Magalhães

Acadêmica: Adrieli da Silva Queiroz (3º semestre)

Acadêmica: Josiane Bitencort Barrio (5º semestre)

Histórico

2.1. Breve Histórico do Curso de Pedagogia
Data de 1939 a primeira regulamentação do curso de Pedagogia no Brasil, concomitantemente com a organização da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil através do Decreto-Lei nº. 1.190/1939. Nos termos da legislação, o curso fora organizado no chamado “esquema 3 + 1”, pois quem o cursasse, em apenas três anos,recebia o título de bacharel, técnico em educação, e, caso o formado desejasse, poderia retornar e cursar mais um ano de formação complementar em Didática e Prática de Ensino obtendo então o título de licenciado, que o habilitava para lecionar em Escolas Normais. Brito (2006) enfatiza que este esquema tratava os cursos separadamente, dissociando o campo da ciência Pedagogia, do conteúdo da Didática.
O Conselho Federal de Educação através do Parecer nº. 292/1962 fixou os currículos mínimos para o bacharelado e para a licenciatura. Para o bacharelado foram fixadas sete disciplinas, sendo cinco obrigatórias: Psicologia da Educação, Sociologia (Geral, da Educação), História da Educação, Filosofia da Educação, Administração Escolar e duas que as instituições poderiam escolher para incluir no currículo, dentre as seguintes: Biologia, História da Filosofia, Estatística, Métodos e Técnicas de Pesquisa Pedagógica, Cultura Brasileira, Educação Comparada, Higiene Escolar, Currículos e Programas, Técnicas Audiovisuais de Educação, Teoria e Prática da Escola Primária, Teoria e Prática da Escola Média, Introdução à Orientação Educacional. Os acadêmicos que retornassem para a Licenciatura deveriam cursar, obrigatoriamente, as disciplinas de Didática e Prática de Ensino, esta última organizada sob a forma de estágio supervisionado.
Chaves (2003) explicita que a intenção do Professor Valnir Chagas, autor do Parecer ora apresentado, seria o de instituir o princípio da concomitância do ensino do conteúdo e do método, perdurando a organização do curso no esquema 3 + 1.
Em 1968, a Lei da Reforma Universitária nº 5.540 oportunizou aos cursos de Pedagogia, através do Parecer 252/1969, a oferta de habilitações: tais como, Supervisão, Orientação, Administração e Inspeção Educacional, Ensino das disciplinas e atividades práticas dos cursos normais e outras habilitações específicas para o exercício de funções técnicas ou de assessoria. O curso possuía então, a duração de 4 anos. Segundo Brito (2006), a licenciatura permitia a concessão do registro para lecionar Matemática, História, Geografia e Estudos Sociais, no primeiro ciclo do ensino secundário. Os alunos que desejassem se habilitar em Orientação Educacional, Administração Escolar e Supervisão Escolar deveria comprovar experiência de magistério.
Várias indicações procuraram definir o rumo dos Cursos de Pedagogia: a Indicação 22/1973 traçou, conforme Chaves (2003), as normas gerais a serem seguidas em todos os cursos de Licenciatura, seguida da Indicação 22/1973, que regulamenta as Licenciaturas para áreas pedagógicas propriamente ditas; a Indicação 67/1975 regulamentou a filosofia das áreas pedagógicas; a Indicação 68/1973 redefiniu a formação pedagógica; a Indicação 70/1976 regulamentou a formação dos especialistas em Educação (em especial a Supervisão Escolar, a Administração Escolar e a Orientação Educacional, podendo estas inclusive serem cursadas em nível de pós-graduação lato ou stricto sensu) e por fim a Indicação 71/1976 que se destinou a regulamentar a formação de professores para a Educação Especial.
A partir da década de 1980, os cursos de Pedagogia de várias universidades e de demais Instituições de Ensino Superior, efetuaram reformas curriculares e foram ofertadas outras habilitações tais como: professores para atuarem na educação pré-escolar e nas séries iniciais do ensino fundamental, formação de professores para a Educação de Jovens e Adultos, Educação Indígena.
Vários debates foram realizados nos encontros da ANPED (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) e da ANFOPE (Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação) em torno de uma definição das Diretrizes Curriculares Nacionais. Em 1999, chegou-se a uma versão preliminar que serviu de subsídio técnico orientador para criação de cursos e para a reformulação de projetos pedagógicos. Entretanto, face à multidimensionalidade da formação do pedagogo, à gama de atuação do mesmo; e à de correntes de pensamento filosófico divergentes na definição das diretrizes, sete anos após a primeira versão, é instituída em 15 de maio de 2006, através da Resolução CNE/CP nº. 1/2006 as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia. Licenciatura, que propõe, além de proporcionar uma formação que garanta: o estudo de temas historicamente inserido no curso ao longo de sua trajetória; e que assegure, conforme Brito (2006, p.4), que o pedagogo seja também formado para garantir a educação dos segmentos historicamente excluídos dos direitos sociais, culturais, econômicos, políticos.
Portanto, neste momento histórico, todas as instituições superiores precisam modificar seus Cursos de Pedagogia, adequando-os às novas necessidades sociais.
 2.2. Histórico do Curso de Pedagogia das Faculdades Magsul
Francisco Campos, através do Decreto n º. 19.852/1931, elaborou o Estatuto das Universidades Brasileiras e introduz a Faculdade de Educação, Ciências e Letras com objetivo de ser “modelo para as universidades e institutos equiparados” Fávero in Savianni, 2003:2). A nova instituição deveria funcionar como um Instituto de Educação que visava formar educadores professores, principalmente o do ensino normal e secundário. A primeira Faculdade de Educação, Ciências e Letras foi criada na Universidade de São Paulo-USP e se constituiu conforme Saviani (2003) ao mesmo tempo, no alicerce e na cúpula da universidade.
Esta nomenclatura perdurou tanto para Faculdades inseridas no seio das Universidades como para instituições isoladas, em 1986 foi criada a Faculdade de Educação, Ciências de Ponta Porã.
A Faculdade e o Curso de Pedagogia da AESP foram criados através do Decreto Federal nº. 93.110 de 13 de agosto de 1986 publicado no Diário Oficial da União em 14 de agosto de 1986. Nessa ocasião, o curso foi organizado conforme a legislação da época, oferecendo as habilitações de Magistério das Matérias Pedagógicas, Administração Escolar, Supervisão Escolar e Orientação Educacional. O curso obteve reconhecimento em 21 de dezembro de 1989, se constituindo o primeiro curso de graduação do município de Ponta Porã-MS.
O currículo do curso foi organizado conforme o Parecer MEC 252/1969 que vigorou praticamente inalterado até a promulgação da Lei 9.394/1996. Após a promulgação da nova LDB, em 1988, o curso alterou a nomenclatura de algumas disciplinas, mas a estrutura curricular permaneceu, uma vez que já se esperava uma nova diretriz.
A habilitação “Magistério das Matérias Pedagógicas do 2º. Grau” constituía-se a habilitação central obrigatória, em atenção à resolução do Conselheiro Valnir Chagas do CFE nº. 70/1976, que considerava a habilitação do pedagogo ao magistério das matérias pedagógicas anterior a qualquer outra habilitação. Os acadêmicos poderiam optar por uma outra habilitação das demais ofertadas, tendo a possibilidade também de retornar a IES para cursar uma terceira habilitação em regime de complementação.
Em 1998, as expressões “1º. e 2º. graus” presentes nas disciplinas do curso foram substituídas pelas expressões Ensino Fundamental e Ensino Médio em atenção a Lei 9.394/1996, entretanto as expressões antigas permaneceram nomeando as habilitações uma vez que não houve visita de recredenciamento.
Os acadêmicos concluintes até 1997, conforme os Pareceres CNE/CES 276 e 552/1998, caso desejem, têm a oportunidade de solicitar apostilamento da habilitação Magistério das séries iniciais do Ensino Fundamental, independente da quantidade de habilitações já concluídas.
Em 2003, após visita de recredenciamento do curso, foi formado um grupo de estudo que se empenhou em realizar as alterações necessárias ao projeto, considerando as orientações legais, as demandas sociais e as necessidades regionais.
No vestibular de 2004, o curso já se apresentou com novo perfil, uma vez que algumas disciplinas foram acrescidas à matriz curricular, a carga horária foi também modificada, e ficou evidenciada, nas ementas de algumas disciplinas, a preocupação com o estudo e o debate sobre a multiculturalidade, fenômeno presente na região.
Em 2005, foram realizadas pequenas alterações na carga horária das habilitações, o curso passou a ser oferecido em regime seriado/semestral, sendo também modificadas as propostas dos estágios de duas habilitações.
A esta história, tem-se que acrescentar a criação do Instituto Superior de Educação, pela Portaria MEC 2.515 de 15 de setembro de 2003, e o recredenciamento do curso de Pedagogia, cuja avaliação externa foi realizada neste mesmo ano, sendo efetivada através da Portaria MEC n º. 3.648 de 17 de outubro de 2005, publicada no D.O.U. em 20 de outubro de 2005, tendo sua renovação rec. Portaria nº. 286 de 21/12/2012.
Neste período, o curso de Pedagogia realizou cursos de extensão e, eventos de extensão, parcerias para projetos de cunho social. Sua maior participação foi no movimento “Alfabetização Solidária” durante 8 anos, realizando atendimento nos estados da Paraíba, da Bahia e de Pernambuco. Uma outra atividade de extensão importante foi à alfabetização de adultos no município, através do projeto “Ponta Porã: cidadão alfabetizado”, que só parou de funcionar com a implantação da EJA pelo município. Outra atividade importante foi o auxílio da implantação de brinquedoteca na Casa de Apoio Municipal.
O curso de Pedagogia, o primeiro curso superior da fronteira, autorizado, reconhecido e recredenciado, vêm contribuindo para o desenvolvimento educacional da região fronteiriça (Brasil-Paraguai), atendendo, além do município de Ponta Porã, outros cinco municípios circunvizinhos: Amambaí, Aral Moreira, Antônio João, Bela Vista e Coronel Sapucaia.
O curso, que se iniciou no ano de 1986, teve cinco coordenadores: Zenaide Carvalho (1986-1989), seguida de Ney Stival (1990-2000), Elisangela Alves da Silva Scaff (2001-2002), Flávia Cavalcante Gonçalves Kaneski (2003-2007), Emne Mourad Boufleur (2008 até os dias atuais).
Ao todo já ingressaram 2019 alunos, cujos formandos são no número de 951 profissionais na área. Atualmente cursam 121 acadêmicos.
3. Justificativa da renovação do curso
 As palavras oferecem-nos pontos de apoio para a realização daquilo que somos.
Gusdorf
Os Cursos de Pedagogia (autorizados, reconhecidos e recredenciados) precisam, com urgência, adaptarem os seus projetos pedagógicos às novas Diretrizes Curriculares conforme a Resolução CNE/CP Nº 1, de 15 de maio de 2006, reiterado pelo Departamento de Supervisão do Ensino Superior, mediante o Despacho do Diretor nº 130, de 6 de julho de 2006, publicado no D.O.U. em 10 de julho de 2006 e pelos Pareceres 5/2005 e 3/2006 CES/CNE.
Portanto, justifica-se, neste projeto, a renovação do Curso de Pedagogia da AESP, reconhecido e recredenciado, (Reconhecido pela Portaria nº. 717 de 21/12/89 e recredenciado pela Portaria nº. 3.648 de 20/10/2005, tendo sua renovação reconhecida pela Portaria. nº 286 de 21/12/2012), visando a sua adaptação as novas exigências.
A renovação deste curso se torna fundamental, considerando-se que:
a) o Curso de Pedagogia da AESP se encontra em atividade há vinte nove anos e completará trinta anos no dia 13 de agosto de 2016.
b) obteve uma das maiores notas da região, no Exame Nacional de Curso de 2005;
c) existe uma demanda regional para a formação do licenciado em Pedagogia neste novo perfil. Salientando-se que a IES recebe alunos de municípios circunvizinhos, de assentamentos e de Fazendas, tais como: Amambaí, Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Coronel Sapucaia, Fazenda Itamarati, Laguna Carapã e Tacuru.
Portanto, justifica-se a continuidade de seu oferecimento, lembrando que os cursos de Pedagogia que não se adequarem as atuais regulamentações entrarão em regime de extinção.
As Faculdades Magsul obteve, neste ano de 2006; autorizações para o funcionamento de dois cursos normais superiores, com verificação in locu: o Curso Normal Superior para as séries iniciais do Ensino Fundamental e o Curso Normal Superior para a Educação Infantil, entretanto frente à nova legislação, que modifica a estrutura do Curso de Pedagogia, acredita-se que os que procurarem o processo seletivo de 2007 terão preferência pelo Curso de Pedagogia, em detrimento do Normal Superior, pelas vantagens que àquele oferece.
A partir de 2006, os Cursos de Pedagogia, em qualquer tipo de IES, passam a ter o direito de ofertar as licenciaturas para a formação de professores para a Educação Infantil e para os anos iniciais do Ensino Fundamental, para as matérias pedagógicas do Ensino Médio, na modalidade Normal (profissionalizante – Normal Médio), cursos de nível médio e profissionalizantes, além da formação de profissionais da educação para administração, supervisão, e orientação educacional. Esta proposta elimina as habilitações, na forma prevista anteriormente, mas inclui a formação diferenciada determinada pelas opções previstas no projeto político pedagógico do curso.
A resolução homologada pelo Ministro da Educação, anexa ao parecer CP/CNE nº 3/2006, não prevê esta formação diferenciada, mas sim a formação de um profissional da educação que poderá atuar no magistério e exercer as funções previstas no Art. 64 da LDB (administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional para a educação básica).

 

VOLTAR